Por mais difícil que tenha sido a vida, não vale a pena jogá-la fora, na vã esperança de que esta seja ressarcida, num balcão de reclamações divinesco.
A vida se passa mais ou menos como num filme: No início somos coadjuvantes dirigidos por um destino praticamente aleatório a nossa vontade, porém, com o desenvolvimento desse roteiro existencial, assumimos o rumo de nossa jornada. Compete-nos, portanto, sublimar as cenas e até capítulos injustos, por vezes bastante dolorosos, que a precária condição humana se nos apresenta. Isso é a demonstração da capacidade pessoal que cada um tem para enfrentar seus fantasmas e transformar seus próprios limões. Através desse banco de experiências, passamos a ser verdadeiramente protagonistas de nossa história.
Conforme passa o tempo, vai-se perdendo a trilha de decisões loucas por minuto, tão comuns nos dias de juventude. Bom porque encontramos a estrada, ruim porque deixamos a trilha...
Como civilizações amigas, jamais tentaremos a destruição de nossa galáxia irmã. Nunca deveremos intentar, interferindo em sua autonomia e próprios hábitos, contra essa natureza que tanto nos motiva e impulsiona a aprender, continuar e desenvolvermo-nos enquanto seres inteligentes, além de nos propiciar momentos algures de crescimento e felicidade, júbilos esses, que sozinhos tendemos a sabotar em detrimento de uma hipotética segurança estática, de simplificação. Apenas amaremos, como no primeiro dia de nossa paixão.